
O que se fazer perante a violência verbal que se instala nos nossos dias dentro dos lares. Andar nas ruas e ver crianças usarem de palavras de baixo calão para se insultarem é uma coisa muita mais comum do que o comum permitiria ser tão corriqueiro. Estamos vivendo um caos familiar tão forte que a educação já não faz mais parte do pacote " como ensinar o seu filho a ser uma pessoa civilizada", civilidade é um adjetivo que está fora do dicionário de muitos, e isso tem refletido na naqueles que por serem idefesos e estarem a aprender e principalmente absorver o que está a sua volta estão sendo bombardeados pela falta de sutileza dos pais em discutirem assuntos íntimos na frente dos filhos, ou troca de "elogios", por assim dizer, com palavras tão agressivas que as próprias paredes da casa se sentem acuadas frente ao modo distante do relacionamento real que deveria haver entre pessoas de uma família. Dizer que você não vai se irritar com algumas atitudes é mentira, mas contornar essas situações que desagradam é uma arte, porque no final das contas, fomos todos "educados" de maneiras diferentes e obviamente, como qualquer ser humano normal, temos manias que desenvolvemos e elas fazem parte do pacote. E é interessante observar que sempre não toleramos as "manias" dos outros, equecendo que o intolerante também tem "manias" e quer na maioria das vezes que as suas sejam aturadas sem contestação. Incrível!!!!
Bom, o que se quer discutir na verdade, é o fato de que o casal, fundamentalmente ao menos deveria cultivar diálogos francos e abertos sobre suas concordâncias e divergências, sobre suas alegrias e dores, sobre os problemas e suas soluções e sobre o amor que nos une. (Mas isso não é aquele para de " vamos discutir a nossa relação", que a mulher gosta de impor nas horas mais inoportunas possíveis.)
E, no entanto, dialogar talvez seja o que menos façamos. A maioria dos casais, ao invès de um diálogo, faz dois monólogos simultâneos.
Na figura da Esfinge, há um síbolo que se refere a quatro palavras muito importantes: saber, querer, ousar e calar. E todas elas se ligam entre si: saber querer, saber ousar, saber calar; querer saber; querer ousar, querer calar; ousar querer, ousar saber, ousar calar; calar saber; calar saber; calar ousar.
Frizando que a maioria não sabe fazer isso, porque nem sabe ouvir a si mesmo quanto mais o outro. Compartilha-se a casa, as despesas, a cama, mas não se compartilha a alma, como se o relacionamento fosse destituído, ainda que não seja, da vontade das partes interessadas e de alma, ou seja sentimento.
Calar é das atitudes mais difíceis. E apenas quando conseguimos calar verdadeiramente conseguimos escutar o outro. O jejum de palavras é o jejum mais ameaçador para o ser humano. Porque vamos não apenas ouvir o outro, mas também ouvir a nós próprios.
O jejum verbal não é parar de emitir sons sob forma de palavras, mas estar atento ao que o outro quer dizer. É estar ligado,não apenas no entendimento que o outro está dizendo, mas no que significa, o que representa para ele tudo aquilo que está falando. Da mesma forma, é entender a si mesmo.
Se o seu companheiro olha para você e diz que está triste, qualquer que seja omotivo, e, por suas próprias dificuldades, não tem coragem de lhe pedir um abraço, um aconchego, você poderá notar essa necessidade, através de seus olhos, se estiver sitonizado com ele. Poderá se aproximar suavemente, oferecendo-lhe ombro para que le possa chorar. Do mesmo modo, se ele estiver muito irritado e você perceber que há algo errado, que você não sabe o que é, em vez de tomar para si as agressões, poderá dizer: " Sinto que você tem algum problema. Se eu puder, quero ajudar".
Nesse momento você estará calando para poder entender o outro.
No livro Na margem do Rio Piedra Eu sentei e Chorei, do autor Paulo Coelho , ele descreve o desenvolvimento de uma relação entre duas pessoas, e como os dois seguiam caminhos opostos buscando o mesmo objetivo: o de descobrir o que sentiam verdadeiramente um pelo outro. E nessa caminhada ouve uma situação que muito me chamou a atenção :Quando ambos têm que fazer uma escolha. Eles estão começando a se sintonizar, a haver uma comunhão mais profunda entre os dois. Ele decide sozinho sem nada falar com Pilar que vai abrir mão dos seus dons especiais, e em contraponto, ela quando necessita intervir nesta ação, impedindo que ele cometa este ato de amor, se nega a falar, pois acha que ele pode se resolver sozinho. Ao fim ela se isola em um lugar, e começa a escrever tudo o que se passou, e quando ele chega para encontrá-la, ela da em suas mãos todas as palavras que deveria ter dito, escritas. Daí começa um diálogo real entre os dois.
Há momentos para se calar e há momento para se falar. É necessario uma sintonia muito grande, o que significa que entre um casal é preciso não só a comunhão dos corpos, mas a comunhão também da alma e do espírito, para que se saiba "temperar" as falas e o silêncio.
Calar para escutar é a busca da sintonia com o outro. O jejum de palavras é també a eliminação das palavras é também a eliminação das palabras dispensáveis e a expressão apenas das que são necessárias a cada momento. Saber calar é não se esconder atrás de palavras vazias; é estar com atenção voltada para ouvir ospróprios pensamentos e distinguir o que é real do que é fantasia, fruto da imaginação.
Imagine que amanhã você poderá estar envolvido em uma confrontação com a pessoa que você ama. Isso poderá ser constrangedor, senão doloroso. Você sente um profundo afeto por ela, mas começou a ter percepção de que etá prestes a perdê-la. Hoje, você lhe falou sobre seus temores, e a resposta seca que você ouvir foi: " Amanhã conversaremos ".
Conta-se que uma mulher, em seu leito de morte, fez seu marido jurar que não se comprometeria comnenhuma outra pessoa. E o ameaçou de voltar, como espírito, e de não o deixar viver tranqüilo, se ele não cumprisse a promessa. O marido a princípio cumpriu a palavra, mas, depois de alguns meses, conheceu outra mulher e se apaixonou por ela.
Quase imediatamente, começou a parecer-lhe, todas as noites, um espírito que o acusava de haver quebrado o juramento. O fantasma noturno não só estava informado de tudo o que se passava com a relação amorosa que ele mantinha, como também conhecia todos os seus pensamentos, esperanças e sentimentos. Como a situação se fazia insuportável, o homem decidiu pedir conselho a um mestre Zen.
"Sua esposa se converteu em espírito e sabe tudo o que você faz, diz e pensa. É um espírito muito sábio e merece ser admirado por você", disse-lhe o mestre. E continuou : " Quando ele lhe aparecer de novo, faça um trato. Digalher, já que ele sabe tanto de você, não é possível esconder-lhe nada. E, por isso, você vai romper seu compromisso amoroso, se ele puder responder a uma simples pergunta".
" Que pergunta tenho de fazer-lhe?, indagou o homem.
" Encha a mão de feijão e pergunte-lhe quantos grãos há nela. Se o espírito não responder, você ficará sabendo que ele não é nada mais que o produto de sua imaginação, e ele não molestará mais".
A noite chegou e o espírito apareceu. O home agiu exatamente como o mestre mandara. Estendeu a mão e perguntou; " Qautnos grãos há aqui?" E não havia mais espírito algum para responder. A imaginação do homem não poderia responder a uma pergunta para a qual nem o próprio homem conhecia a resposta....
Um homem queria esculpir uma figura de madeira, mas não tinha um martelo. Ficou sabendo que seu vizinho ´possuía um e decidiu pedir-lhe emprestado. Mas assaltou-o uma dúvida: "E se ele não quiser emprestá-lo?". Lembrou que, na véspera, o havia encontrado e que foi saudado por ele muito distraidamente. Talvez estivesse com pressa. Mas talvez fosse um pretexto, e o vizinho poderia estar desconfiado dele! E continuou pensando: " Que poderia ser? Não há nada contra meu viznho. Se alguém me pedisse um amrtelo, eu o emprestaria logo. Por que ele não haveria de fazer o mesmo? Como pode alguém se negar a fazer um favor tão simples? Será que ele pensa que dependo dele, só proque preciso de seu martelo? Tipos como eese nunca são solidários! Isto é o cúmulo!" E, assim, o home sai de sua casa,bate à porta do vizinho e, quando a porta se abre, antes que o vizinho possa dizer qualquer coisa, ouve o outro, furioso, à sua frente berrar: " Fique com seu martelo, pois não preciso dele. algum dia, alguém vai fazer-lhe o mesmo que você está fazendo comigo, e aí você vai ver..."
Esse homem se deixou enredar por seu diálogos internos negativos, que o atormentaram a ponto de ele admitir como verdade o que era apenas distorção da realidade.
Os diálogos internos funcionam a partir de um pensamento , que gera um sentimento e uma conseqüente conduta. Se alguém pensa que o outro não gosta dele, se nenhum dado real, apenas por percepção, poderá ficar muito triste ou deprimido. Tal sentiumento vai levar a pessoa a fastar-se mais e mais de quem ama, conduta esta que vai reforçar o pensamento de que o outro não gosta dela. E o processo é uma retroalimentação permanente do pensamento, que potencializará mais emoçoes e firmará mais a conduta.
O grande problema atual entre as pessoas é a falta de conhecimento do outro. Ter relações sexuais com o seu parceiro , não significa que vocêo conhece perfeitamente, porque há uma hora no relacionamento que por mais "quente" que os dois sejam na cama, e por mais que haja uma sintonia de desejos e satisfação de fantasias, há que se levantar. Uma hora ambos vão ter que cuidar de outras responsabilidades que gera um relacionamento a dois e a mesmo " diálogo" que existe na horizontal é necessário que haja na vertical, e mais, desejo de todo meu coração que você não esteja vivendo um monólogo na cama, para que isso não se reflita no dia-a-dia. E desta forma, a insatisfação comprometa o que poderia ser uma relação próspera em todos os sentidos.
Da mesma forma funcionam os diálogos internos positivos. Qaundo pensameos em alegria, amor, sucesso e saúde, o sentimento será de satisfação e felicidade, e a conduta passará a ser coerene com essas sensações.
Agir com base no pressuposto é nos atirar a alguma empreitada arriscada. É importante checar o que é real e o que é apenas fruto de nossa imaginação. E apenas o diálogo claro, direto e objetivo nos leva a esclarecer os pontos obscuros. Quando duas pessoas estão dialogando, a predisposição de ambas é encontrar soluções, trocar informações, estar interessadas uma no assunto da outra, mesmo que o tema seja doloroso. Em geral, dialogoar dói menos do que se imagina.
Mas há que se fazer alguns questinamentos:
Como vai haver diálogo entre duas pessoas adultas,s e quando somos crianças somos ensinados a nos calar, porque jamais respondemos aos mais velhos, ou jamais questionamos uma situação que nos é imposta?
Uma criança que assiste um pai mandar a mãe calar a boca, ou que o vê calar-lhe a boca com um tapa, será capaz de desenvolver uma relação de diálogo com o seu parceiro? Pois na cabeça do menino significa que ele não quer "enchessão de saco" e na cabeça da menina significa que ele poderá sofrer violência verbal ou física caso não concorde com alguma coisa.
Hoje, quando a educação saiu pela porta da frente da casa e não voltará jamais a habitar aquele lar, que seja bem abastado ou simplesmente um casabre, não se considera mais o próximo com pessoa de boa convivência, no caso pessoa da família, o desajuste mental ( significa falta de expansão das idéias, pois as pessoas estão bitoladas em comportamentos ditados e não têm muita inciativa). Como resolver o empasse de falta de cultura familiar???
Onde os pais não colocam limites, os filhos fazem o que querem, e com já ouvi alguém dizer " meus pais que se atrevam a dizer não para mim!", pessoas descontroladas emocionalmente por falta de referência de autoridade, se tornam despotas que desrespeitam a própria constituição.
Não havendo mais um " código de honra" entre os seres humanos, tudo pode e tudo vale em meio a competitividade, é anormal pensar que alguém que está acostumado a fazer qualquer coisa para galgar lugares mais altos consiga manter com o seu parceiro conjugal uma atitude favorável ao diálogo, porque na selva de pedra os diálogos tem mensagens subliminares, e nunca têm um efeito real ou sinsero sempre se quer mesmo é que o próximo se "f....".
Pessoas com as mentes talhadas por novelas que falam sobre pecados capitais e demonstram que o fato de se destruir uma família por puro capricho é normal, e mesmo que a protagonista sofra algumas privações durante um tempo, os vilões têm gozado de certa notoriedade em meio ao público consumidor do folhetim apresentado todos os dias dentro do lar doce lar. E se a vilania tem tomado o lugar dos atos heróicos, então está havendo uma mudança nos valores e essa mudanças causam rachaduras nas bases familiares, ou seja, sem base sólida ninguém se mantém de pé.
a desvalorização absurda da figura da mulher, que despersonifica a dona de casa comum. E o culto exarcebado ao macho bombado que ao aumentar os músculos diminui a massa encefálica. Priva homens e mulheres de conheceram o interior ao invez de darem valor somente as formas interiores que por mais botox e operações plásticas que se faça tem uma coisa que cai que nenhu bisturi no mundo consegue levantar.
Talvez esteja na hora de verificar se as bases ditas sólidas são realmente aquilo que se quer dar a uma família. o importante é que os individuos se entendam e encontrem uma hamonia de convivência.
A sexualidade infantil aflorada antes do momento natural. Por que há certas coisas que a natureza se encumbe de realizar sem ajuda de ninguém. No livro admirável mundo novo de Aldous Huxley das páginas trinta e dois a trinta e quatro há uma descrição de como as crianças são submetidas a jogos eróticos, e antes nas página 31 há seguinte citação " Não exatemente como gotas de água,conquanto esta, na verdade, seja capaz de cavar buracos no granito mais duro; mas, antes como gotas de lacre derretido, gotas que aderem e se incorparam àquilo sobre que caem, até que, finalmente, a rocha não seja mais que uma só massa escarlate. - " até que, finalmente, o espírito da crianças sejam coisas sugeridas, e que a soma dessas sugestões seja o espírito da criança. E não somente o espírito da criança. Mas também o adulto, para toda a vida. O espírito que julga, e deseja, e decide, constituído por essas coisa sugeridas. Mas todas essas coisas sugeridas são aquelas que nós sugerimos, nós! - O Diretor quase gritou, em seu triunfo. - Que o Estado sugere. - ......."
O diálogo é imprescindível para tudo. O que Aldous, um visionário que escreveu este livro , talvez, prevendo o futuro do ser humano, no ano de 1932, numa época em que a modernidade dos meios de comunicação não era tão promissora como nos dias atuais. É que tudo hoje induz as pessoas a fazer alguma coisa. A susgestão é uma forma de violência velada. Em nome dos interesses próprios, seja lá quais forem, ou talvez por outras situaçoes as quais não se pode julgar, mas pode-se apontar como fator intrínsico na educação dos filhos, eles abandonam seus filhos ao cuidado de babysitter eletrônicas, como tv, videogames, computadores, etc. E isso gera a falta real de diálogo, fazendo com que a criança deixe de ter um conversa sadia com seus pais, para absorver opiniões que são jogadas pelo sistema e não há um filtro, que é a posição que os pais deveriam tomar em relação aos seus filhos, explicando o que de melhor ele poderia ingerir se mudasse de canal para uma programação mais sadia. Ou porque o dinheiro seja, atualmente, o único diálogo existente entre ambos.
Filhos que são capazes de espancar empregadas domésticas, prostitutas ou seja lá quem for apenas por diversão, não só não sabem o que é o diálogo, como também foram criados a solta, sem limites e completamente descontrolados. Esses e outros que apoiam a atitude deles, mesmo que veladamente, não terão bons relacionamentos e com certeza não terão diálogos com o seu parceiro, o único diálogo que saberão desenvolver será a violência desmedida e a falta de cultura educacional, ou seja falta de limite. Talvez esses nunca tenham ouvido uma palavra de tranquilidade e vivem dentro de um lar destruído. Onde o pai ensina o filho a burlar toda forma de regra, a enganar todas as pessoass, porque o que vale é levar vantagem em tudo. E mesmo que o pais vão defendê-lo, dizendo que eles são meninos de bem e que não deveriam ir para a prisão, porque eles fazem faculdade, porque têm um nível social superior ao da empregada espancada. Deveria ter colocado o limite e dialogado com ele na hora em que o seu caráter estava se formando, porque se os pais não se mobilizam a favor dos filhos, o sistema vai, e como disse Aldous Huxley, serão vítimas da sugestão.
Imagens, Palavras, Músicas e todo tipo de informação que o cerébro consegue capitar inibe o diálogo e expõe os bons costumes e a boa educação a disseminação da família e o feretro da conversação sadia que exalta o bom caráter.
A modernidade é isso, homens e mulheres exautos até so limite vão para casa onde há outros problemas, não querendo resolver isso e querendo um pouco de paz se tornam omissos quanto ao comportamento do filho, ou acham lindo e dizem que o 'bebê' tem toda a razão.
Pais que o coração de voces possa converter-se ao dos eus filhos e os dos seus filhos em consequência possa converters-e ao de você.
fonte ( amar pode dar certo - Roberto Shinyashiki e Eliana Bittencourt Dumêt, Admirável Mundo novo- Aldous Huxley

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